Os consumidores continuam preocupados com aumento dos preços, mas tendencialmente estão a mudar o enfoque nos custos para o cuidado com o que ingerem, preferindo alimentos com ingredientes e preparados para cuidar da sua saúde.
Outra das tendências observadas nos consumidores é a de que estão cada vez mais focados em selecionar produtos alimentares de marcas que, no seu processo produtivo, tenham preocupações com o ambiente. Ou seja, não procuram apenas produtos baratos, mas alimentos pensados para impactarem positivamente o melhor de dois mundos: o corpo e o planeta.
Estas são algumas das conclusões que a consultora internacional Innova Market Insights, a convite da PortugalFoods, entidade gestora do cluster do setor Agroalimentar nacional, apresentou no dia 30 de Janeiro, no seminário “Trends 2024”, que juntou no Auditório do TECMAIA cerca de 200 representantes da indústria agroalimentar portuguesa.
As 10 grandes tendências do Agroalimentar para 2024
Ingredients: Taking the spotlight (Ingredientes-Estrela)
São o fator decisivo na escolha dos consumidores na hora da compra, com a proteína a ser o ingrediente mais procurado.
Cerca de um terço dos consumidores, em todo o mundo, dizem que procuram sempre informação sobre os ingredientes presentes nos rótulos das embalagens. Cerca de 42% dos inquiridos referem que a “proteína” é o ingrediente mais relevante, visto como essencial para uma melhor gestão do corpo e do peso.
Esta procura do ingrediente essencial – que a indústria deve comunicar abertamente nas embalagens e na promoção dos produtos – é geracional: se as novas gerações procuram proteína e minerais, as mais velhas querem produtos com vitaminas, fibras ou Ómega-3.
Nurturing Nature (Nutrir a natureza)
Os consumidores pretendem que as marcas sejam mais pró-ativas e vão além do “chavão” da sustentabilidade.
Querem garantias de que estão a tomar ações concretas que protejam o ambiente e a natureza e, por isso, procuram produtos que usem menos água, protejam as florestas ou utilizem apenas energias renováveis no seu processo produtivo.
A implementação de bioengenharia e de tecnologia para criação de variedades mais adaptadas, que necessitem de menos recursos e promovam uma agricultura de precisão que seja mais “amiga do ambiente”, é apreciada, da mesma forma que afirmações da utilização de agricultura regenerativa ou biodinâmica são extremamente positivas para os consumidores.
Prioritizing Prevention (Priorizar a prevenção)
Mais de um terço dos consumidores pretendem ser pró-ativos na gestão da sua saúde– mostrando, antes de mais, preocupações com a gestão do peso, mas também com a saúde do coração, dos ossos e das articulações.
A indústria, por isso, deve procurar conhecer ao máximo os seus públicos-alvo e definir as mensagens de acordo com as principais preocupações de saúde que cada um demonstra: se Baby Boomers, os consumidores preocupam-se, sobretudo, com a saúde cardíaca, e têm foco no envelhecimento saudável e na mente sã; já os da Geração X colocam a questão da gestão do peso no topo das suas prioridades; por seu turno, os Millenials e Gen Z mostram preocupações com o seu sistema imunitário, preferindo também produtos positivos para a sua pele e que lhes proporcionem energia e vitalidade – sem nunca colocar de lado, aquelas que são prioridades comuns a todas as gerações: a gestão do peso e a saúde do coração.
Plant-Based: The Rise of Applied Offerings (Produtos de origem vegetal: alargar a oferta)
Esta tendência, apontada já em 2023, os alimentos à base de plantas sobem claramente de posição na lista de tendências: se, antes, era apenas pensado para o nicho vegan, há espaço para alargar a base de consumidores, uma vez que estes começam a ver nestes produtos uma forma de diversificarem a sua dieta.
Mais de metade dos consumidores expressam também o desejo de experimentar versões plant-based de culinária tradicional e local, com a indústria a responder com a oferta de refeições prontas em formatos acessíveis e simples – incluindo, por exemplo, finger food, snacks, mas também refeições principais.
Local goes Global (Local torna-se global)
Os consumidores estão abertos a novas experiências.
Mais de dois terços dos inquiridos dizem-se disponíveis para experimentar e incluir nas refeições do dia-a-dia sabores do mundo. E metade dos mais jovens querem mesmo provar e cozinhar refeições de zonas distantes do planeta.
No entanto, a preocupação com o ambiente e com os produtos locais mantém-se. Os clientes preferem produtos produzidos nos seus próprios países, valorizando quem apresenta essas opções, mesmo para pratos tradicionais de outras geografias.
Home Kitchen Heroes (Heróis na cozinha)
Durante a pandemia, muitos consumidores puderam dedicar mais tempo à cozinha e a criatividade culinária floresceu. Aproveitaram para consumir produtos mais saudáveis e, ao mesmo tempo, que lhes permitissem economizar no custo das refeições.
Com a inflação crescente, essa tendência mantém-se no pós-pandemia, seja pelas marmitas saudáveis e económicas, seja por “a casa” se ter tornado num espaço mais acolhedor, onde se convive e se partilha a paixão por produtos, técnicas de cozinha e experiências gastronómicas.
As novas tendências passam pelo lançamento de kits com ingredientes para desenvolver determinados tipos de culinária (japonês, coreano, mexicano) ou por produtos pré-confecionados que recriam pratos e bebidas habitualmente consumidos na restauração.
Indulging in Health (Indulgência saudável)
Mais uma vez, uma tendência que junta o melhor de dois mundos num único conceito: os consumidores pretendem que os snacks e aqueles produtos que lhes transmitem conforto – bolachas, produtos de pastelaria, chocolates, gelados, refrigerantes, entre outros – sejam feitos com ingredientes “saudáveis”, adicionando probióticos, prebióticos, antioxidantes, cálcio, fibras naturais; substituindo ou reduzindo açúcares refinados; usando fórmulas e declarações “sem álcool”, etc.
Oceans of Possibilities (Oceanos de Possibilidades)
Os oceanos vão ser as quintas do futuro, usando processos produtivos mais sustentáveis, e os produtos de origem marinha vão entrar na alimentação regular.
Os lançamentos de alimentos e bebidas com microalgas, por exemplo, aumentaram mais de 42%, em termos acumulados, entre 2020 e 2023. Seja pelo sabor, seja pelo crescimento da dieta vegan, pelas excelentes características nutricionais ou pelas declarações de sustentabilidade, as algas entraram no dia-a-dia dos consumidores.
H20: Quenching the Future (H2O: diversificar o futuro)
Outra das tendências que conjuga saúde e alimentação passa pelo enfoque dos consumidores na hidratação.
As bebidas e os ingredientes que antigamente estavam confinados aos desportos e aos ginásios – eletrólitos, isotónicos e bebidas de frutas antioxidantes – saltaram para as prateleiras dos supermercados.
A preocupação com o envelhecimento saudável criou um mercado onde águas com adição de nutrientes e as suas características únicas (como, por exemplo, as águas alcalinas) são muito valorizadas pelos consumidores. A necessidade de se manter hidratado fará, igualmente, aumentar o mercado das águas com sabores – já existente –, mas agora mais concentrado em adicionar nutrientes e vitaminas a essa oferta.
Minimizing the Noise (Minimizar o ruído)
A transparência e a honestidade na informação nutricional são fulcrais para os novos consumidores, numa era de desinformação.
Metade referem recear que as marcas os enganem na sua comunicação. Por isso, preferem que as embalagens sejam claras, com um bom conteúdo e sem conteúdos e elementos visuais exagerados.
Para mais informação contacte-nos através do telefone (+351) 220 944 577 ou via email para [email protected]
A sua PME já calculou a pegada de carbono?
/em Notícias /by PortugalFoodsA PortugalFoods apoia as PME associadas na transição para uma atividade mais sustentável e competitiva.
Disponibilizamos às pequenas e médias empresas associadas acesso gratuito a uma plataforma que permite calcular a pegada de carbono, identificar medidas de redução de emissões e custos operacionais, e identificar oportunidades de poupança. 🌱
Com esta solução, as empresas podem obter uma visão estruturada das emissões associadas à sua atividade, aceder a indicadores, sugestões de melhoria e definir prioridades de atuação de forma simples e prática 🌍
O processo é grátis, rápido e intuitivo:
✅ Calcule a pegada de carbono da sua empresa
✅ Identifique medidas de redução de emissões
✅ Descubra oportunidades de poupança
✅ Dê um passo concreto rumo à sustentabilidade
Esta iniciativa surge em parceria com o Grupo 2C (Get2C e Tech2C), no âmbito do programa DIH4 Climate Neutrality, financiado pelo PRR – Plano de Recuperação e Resiliência.
👉 Registe-se aqui: https://portugalfoods.get2zero.pt/login
Juntos, construímos um futuro mais sustentável.
Tendências de inovação e consumo no setor agroalimentar em 2026
/em Notícias /by PortugalFoodsIndústria alimentar inova com um pé na saúde, outro na indulgência; uma mão na sustentabilidade e outra no preço
As tendências do setor agroalimentar para 2026 evidenciam a duradoura e crescente relevância das proteínas, em particular as de origem vegetal, e da saúde digestiva, num contexto em que os consumidores valorizam cada vez mais uma oferta que combine benefícios para a saúde, a indulgência, a sustentabilidade ambiental e a acessibilidade económica. Estas tendências refletem uma abordagem holística do consumo, em que estes fatores se articulam para responder às expectativas de um mercado global cada vez mais exigente e informado.
A evolução tecnológica, a inteligência artificial, o investimento na sustentabilidade e a inflação motivada por guerras, instabilidade geopolítica e por questões climáticas estão a mudar os padrões de consumo e a definir novos caminhos no setor agroalimentar. O preço dos produtos continua a ser uma preocupação para os consumidores, mas há outros fatores que assumem especial importância no momento da compra dos alimentos e bebidas. A aposta em produtos proteicos, sobretudo os de origem vegetal, assim como aqueles que trazem maior benefício para a saúde – particularmente intestinal e mental, os que são “mais amigos do ambiente e do planeta” e os que trazem maior prazer estão agora no topo das preferências dos consumidores e marcam as tendências do setor agroalimentar para o ano 2026. Estando cumprida a necessidade básica de “se alimentar”, os consumidores acrescentam camadas de critérios à seleção dos alimentos e bebidas que lhes permitam obter benefícios para o corpo e a mente, vivenciar experiências familiares e/ou inovadoras e que incluam conveniência e funcionalidade. Num mundo em constante mudança e cada vez mais global, os consumidores procuram também identidade e autenticidade dos produtos, numa evocação à tradição e às origens.
Estas são algumas das conclusões que a consultora internacional Innova Market Insights, a convite da PortugalFoods, entidade gestora do Portuguese Agrofood Cluster, apresentou no seminário “Trends 2026”, que juntou na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, no Porto, mais de 300 representantes da indústria agroalimentar e do sistema científico e tecnológico nacional.
“As tendências do setor agroalimentar para 2026 confirmam uma evolução clara nas preferências dos consumidores, que procuram cada vez mais produtos que combinem saúde, sustentabilidade e prazer, sem comprometer o valor económico. Esta conjugação de fatores desafia o setor a inovar de forma responsável e colaborativa, reforçando o papel estratégico das cadeias agroalimentares nacionais e internacionais na promoção de sistemas alimentares mais saudáveis, resilientes e inclusivos”, refere Deolinda Silva, Diretora Executiva da PortugalFoods. “É interessante constatar que a saúde, o prazer, a sustentabilidade ambiental e a acessibilidade económica deixam de ser valores isolados para se tornarem pilares integrados de decisão, orientando o desenvolvimento de produtos e modelos de negócio mais alinhados com os desafios sociais e ambientais que enfrentamos”, acrescenta.
“O estudo Trends 2026 evidencia uma convergência clara entre inovação científica, expectativas do consumidor e responsabilidade sistémica. Observamos que áreas como as proteínas alternativas, a saúde digestiva e alimentos funcionais deixam de ser nichos para se tornarem motores centrais de crescimento, enquanto fatores como prazer, sustentabilidade e preço passam a ser avaliados de forma integrada nas decisões de compra a nível global”, refere Enric Tardio, da Innova Market Insights, consultora que anualmente monitoriza o comportamento do consumidor e o lançamento de novos produtos a nível global, desenvolvendo uma análise aprofundada às principais tendências de consumo e apontando as oportunidades de inovação para a indústria e para as marcas alimentares.
Num contexto em que os consumidores pretendem cuidar de si e do planeta, a indústria deve, no seu portefólio de produtos e na sua comunicação, considerar as 10 grandes tendências reveladas pelo estudo Trends 2026 e que vão impactar o setor agroalimentar este ano e a médio prazo:
No evento foi ainda apresentada a Estratégia de Internacionalização do Setor Agroalimentar 2025-2030, integrada no projeto Portugal Excecional 2030. Esta ação traça um diagnóstico aprofundado do posicionamento de Portugal no comércio mundial e evidencia um crescimento das exportações, que praticamente duplicaram na última década, bem como uma especialização em produtos associados à qualidade e à diferenciação. Foi igualmente destacado o trabalho desenvolvido pela PortugalFoods, de promoção internacional da indústria agroalimentar nacional, no âmbito da Agenda Mobilizadora VIIAFOOD (Plataforma de Valorização, Industrialização e Inovação Comercial para o Agroalimentar – n.º C644929456-00000040), especialmente no Pilar 8 – Promoção e Internacionalização do Setor Agroalimentar , tendo sido destacadas as ações realizadas no Japão e na Coreia do Sul; que evidenciam a relevância estratégica destes dois países para o setor, com grande potencial de aprofundamento das relações económicas.
Para mais informação contacte-nos através do telefone (+351) 220 944 577 ou via email para [email protected]
Tendências de inovação e consumo no setor agroalimentar em 2025
/em Notícias /by PortugalFoodsIndústria alimentar aproveita a inteligência artificial e os consumidores procuram experiências alimentares arrebatadoras
A nova revolução tecnológica, os avanços da inteligência artificial, a blockchain e a internet das coisas (IoT), assim como a automação e o futuro do trabalho, o crescimento do e-commerce e a transição para uma economia sustentável, recorrendo a investimentos em energias renováveis, estão a marcar a indústria alimentar. Inflação, guerras e instabilidade geopolítica impulsionaram mudanças nos padrões de consumo, influenciando a forma como vivemos, nos comportamos e o que comemos. Não será diferente em 2025.
Os consumidores continuam preocupados com o aumento dos preços, mas tendencialmente estão a mudar o seu foco no momento da compra dos alimentos, preferindo os frescos e de origem vegetal, os que trazem mais benefícios para a saúde e os que provocam experiências sensoriais diferenciadas, como texturas crocantes ou sabores exóticos. A capacidade de melhorar a aparência física, assim como os benefícios que podem trazer para a saúde mental e emocional, são fatores decisivos para os consumidores no momento da compra. A procura por alimentos com base na experiência e no propósito torna os consumidores mais exigentes e atentos aos impactos das suas escolhas. O ato de comer, por si só, já não basta. Os consumidores procuram experiências únicas, com histórias para contar e partilhar nas redes sociais.
Estas são algumas das conclusões que a consultora internacional Innova Market Insights, a convite da PortugalFoods, entidade gestora do Portuguese Agrofood Cluster, apresentou hoje, no seminário “Trends 2025”, que juntou na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, no Porto, mais de 200 representantes da indústria agroalimentar e do sistema científico e tecnológico nacional. Esta iniciativa decorreu no âmbito no Pilar Estratégico dedicado ao Comportamento do Consumidor da Agenda Mobilizadora VIIAFOOD (Plataforma de Valorização, Industrialização e Inovação Comercial para o Agroalimentar – n.º C644929456-00000040), que visa promover a transformação estrutural do setor Agroalimentar em linha com os desígnios estabelecidos no Pacto Setorial para a Competitividade e Internacionalização do Setor Agroalimentar.
“Esta nova edição mostra que as tendências de consumo são, hoje, muito abrangentes e que os fatores de compra são múltiplos. Responder a este grau de exigência por parte dos consumidores é um desafio para a indústria. Sem dúvida, o setor agroalimentar português tem demonstrado uma capacidade notável de adaptação às tendências globais, mantendo-se dinâmico e inovador, investindo em tecnologia e sustentabilidade. A orientação para o mercado e a atenção às preferências dos consumidores têm sido fundamentais para o desenvolvimento de novos produtos e soluções”, refere Deolinda Silva, Diretora Executiva da PortugalFoods. “Para mim, a grande revelação neste estudo é, sem dúvida, o papel que a inteligência artificial já está a ter na produção alimentar. As empresas começam a identificar as possibilidades que esta ferramenta pode oferecer ao nível da segurança alimentar, bem-estar, inovação em novos sabores ou mesmo na sustentabilidade da produção”, acrescenta.
“Os consumidores estão cada vez mais focados na qualidade dos ingredientes, valorizando aspetos como frescura, benefícios nutricionais e naturalidade. As marcas que enfatizam a qualidade superior das suas composições tendem a destacar-se no mercado. Adicionalmente, a conjuntura mundial e as novas formas de viver vieram alterar determinantemente a forma como nos comportamos em relação à alimentação, valorizando os momentos, junto de familiares e amigos e reforçando a velha máxima de que menos é mais”, refere Enric Tardio, da Innova Market Insights, consultora que anualmente monitoriza o comportamento do consumidor e o lançamento de novos produtos a nível global, desenvolvendo uma análise aprofundada às principais tendências de consumo e apontando as oportunidades de inovação para a indústria e para as marcas alimentares.
Num contexto em que os consumidores pretendem cuidar de si e do planeta, a indústria deve, no seu portefólio de produtos e na sua comunicação, realçar a presença de determinados ingredientes como se pode verificar nas 10 grandes tendências que vão impactar o setor agroalimentar em 2025 e a médio prazo:
Para mais informação contacte-nos através do telefone (+351) 220 944 577 ou via email para [email protected]
Sessões de Capacitação | Roteiro para a Descarbonização do Setor Agroalimentar
/em Notícias /by PortugalFoodsO caminho para a descarbonização do setor agroalimentar passa por ações concretas e conhecimento especializado. É por isso que não pode perder as sessões de capacitação no âmbito do Roteiro para a Descarbonização do Setor Agroalimentar dedicadas aos seguintes temas:
Estas sessões são uma oportunidade única para aprender, trocar ideias e preparar o seu negócio para os desafios e oportunidades da descarbonização.
As inscrições já estão abertas!
Não fique de fora desta transformação. Juntos, podemos construir um setor agroalimentar mais sustentável!
Finalistas do Prémio ECOTROPHELIA Portugal 2024
/em Notícias /by PortugalFoodsApuradas para a fase final, depois de um processo de candidatura e escrutínio prévio, estão oito equipas de estudantes das mais diversas instituições do sistema científico e tecnológico nacional e que representam uma ampla diversidade de saberes e de experiências: no total, mais de 30 estudantes, provenientes de uma dúzia de universidades e politécnicos, de várias regiões do País.
Na competição nacional, agendada para o dia 12 de julho, no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, as equipas finalistas irão apresentar os seus projetos ao painel de júri.
O projeto vencedor da 8.ª edição do Prémio ECOTROPHELIA Portugal será o representante nacional na edição europeia do prémio, que decorrerá na principal feira de novas tendências no setor agroalimentar, a SIAL, em outubro, em Paris, França.
Organizado desde 2017 pela PortugalFoods, o Prémio ECOTROPHELIA Portugal tem o Alto Patrocínio da Presidência da República e o apoio institucional da Câmara Municipal do Porto e da ANI – Agência Nacional de Inovação e apoio da APCER, Ivity Brand Corp, MarketAccess, PORTIC – Porto Research Technology & Innovation Center, UPTEC, Casa Mendes Gonçalves, Atrian e Lipor.
Conta ainda com o patrocínio de diversas entidades: Vieira de Castro, Novarroz, Grupo Primor, Água Monchique, Super Bock Group, Delta Cafés, Crédito Agrícola, All the Way Travel, Sociedade Portuguesa de Inovação e Creative Building Solutions.
Questionário | Roteiro para a Descarbonização do Setor Agroalimentar
/em Notícias /by PortugalFoodsA PortugalFoods, o InovCluster e a Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada encontram-se a promover a construção do Roteiro para a Descarbonização do Setor Agroalimentar, no âmbito do PRR. Este é um projeto direcionado para as empresas do setor agroalimentar nacional e que visa a produção de um roteiro que contemplará diversas orientações e medidas, que poderão vir a ser implementadas pelas empresas para as ajudar a transitarem para uma economia neutra em carbono e circular.
O roteiro irá apresentar um conjunto de medidas transversais ao setor, bem como um conjunto de medidas específicas para as fileiras.
Neste sentido, apelamos à sua colaboração no preenchimento de um breve questionário online que nos permitirá obter informações fundamentais para a elaboração de estratégias eficazes de redução de carbono e para impulsionar a sustentabilidade no setor.
Oportunidade de Promoção Digital
/em Notícias /by PortugalFoodsPromova a sua empresa através de campanhas de marketing digital e content marketing através da PortugalFoods em 4 mercados: França, Espanha, Alemanha e Reino Unido.
A decisão é cada vez mais tomada com recurso à internet, sendo uma imagem ou artigo decisivos para o ato de compra. As campanhas digitais otimizam e complementam a área comercial das empresas na divulgação promocional e informação analítica, contribuindo para uma consolidação estratégica e aumento das vendas: tem grande alcance, não são muito onerosas, são personalizáveis, interativas, ajustáveis, rápidas e mensuráveis.
Consciente da importância das Campanhas de Promoção Digital nos dias de hoje, a PortugalFoods organizará:
– Workshop online gratuito com a Agência Workforce sobre o Plano de Ações Digitais que decorrerá no dia 17 de abril pelas 15 horas. Será feita uma apresentação aprofundada dos serviços e proposta de valor dos mesmos, demonstrando as vantagens que a participação neste projeto irão trazer à empresa. Inscrições aqui (até 12 de abril);
– Envio de newsletters com conteúdo útil, atrativo e digital sobre as empresas e produtos portugueses a, no mínimo, 10 compradores por mercado para despertar o seu interesse e potenciar futuras relações comerciais. Os compradores serão selecionados em parceria com as empresas e com o apoio de consultores e AICEP (ver condições de participação);
– Campanhas de Google AdWords para melhoria do posicionamento das empresas no ranking de pesquisas e segmentação adequada ao público-alvo (ver condições de participação);
– Gestão de Redes Sociais, para criação de conteúdo útil e interessante para o consumidor e Estratégia de Performance e Análise de Resultados: investimento vs retorno.
Convidamos a vossa empresa a integrar esta Campanha de Promoção Digital preenchendo e devolvendo a ficha de inscrição, até ao dia 3 de maio para o email [email protected]
Condições de Participação
Ficha de Inscrição
Agendas Mobilizadoras VIIAFOOD
/em Notícias /by PortugalFoodsA Agenda VIIAFOOD, participou no 2°encontro das Agendas Mobilizadoras e Agendas Verdes para a Inovação Empresarial – PRR, que decorreu no dia 12 de Março, no Europarque.
No stand VIIAFOOD estiveram expostos alguns dos resultados dos investimentos produtivos e em I&D, realizados pelas empresas no âmbito da Agenda, estando mesmo alguns dos produtos em degustação.
Foi um importante momento de contacto as tutelas, demonstrador da dinâmica colaborativa que caracteriza o setor agroalimentar.
Tendências de inovação e consumo no setor agroalimentar em 2024
/em Notícias /by PortugalFoodsOs consumidores continuam preocupados com aumento dos preços, mas tendencialmente estão a mudar o enfoque nos custos para o cuidado com o que ingerem, preferindo alimentos com ingredientes e preparados para cuidar da sua saúde.
Outra das tendências observadas nos consumidores é a de que estão cada vez mais focados em selecionar produtos alimentares de marcas que, no seu processo produtivo, tenham preocupações com o ambiente. Ou seja, não procuram apenas produtos baratos, mas alimentos pensados para impactarem positivamente o melhor de dois mundos: o corpo e o planeta.
Estas são algumas das conclusões que a consultora internacional Innova Market Insights, a convite da PortugalFoods, entidade gestora do cluster do setor Agroalimentar nacional, apresentou no dia 30 de Janeiro, no seminário “Trends 2024”, que juntou no Auditório do TECMAIA cerca de 200 representantes da indústria agroalimentar portuguesa.
As 10 grandes tendências do Agroalimentar para 2024
Ingredients: Taking the spotlight (Ingredientes-Estrela)
São o fator decisivo na escolha dos consumidores na hora da compra, com a proteína a ser o ingrediente mais procurado.
Cerca de um terço dos consumidores, em todo o mundo, dizem que procuram sempre informação sobre os ingredientes presentes nos rótulos das embalagens. Cerca de 42% dos inquiridos referem que a “proteína” é o ingrediente mais relevante, visto como essencial para uma melhor gestão do corpo e do peso.
Esta procura do ingrediente essencial – que a indústria deve comunicar abertamente nas embalagens e na promoção dos produtos – é geracional: se as novas gerações procuram proteína e minerais, as mais velhas querem produtos com vitaminas, fibras ou Ómega-3.
Nurturing Nature (Nutrir a natureza)
Os consumidores pretendem que as marcas sejam mais pró-ativas e vão além do “chavão” da sustentabilidade.
Querem garantias de que estão a tomar ações concretas que protejam o ambiente e a natureza e, por isso, procuram produtos que usem menos água, protejam as florestas ou utilizem apenas energias renováveis no seu processo produtivo.
A implementação de bioengenharia e de tecnologia para criação de variedades mais adaptadas, que necessitem de menos recursos e promovam uma agricultura de precisão que seja mais “amiga do ambiente”, é apreciada, da mesma forma que afirmações da utilização de agricultura regenerativa ou biodinâmica são extremamente positivas para os consumidores.
Prioritizing Prevention (Priorizar a prevenção)
Mais de um terço dos consumidores pretendem ser pró-ativos na gestão da sua saúde– mostrando, antes de mais, preocupações com a gestão do peso, mas também com a saúde do coração, dos ossos e das articulações.
A indústria, por isso, deve procurar conhecer ao máximo os seus públicos-alvo e definir as mensagens de acordo com as principais preocupações de saúde que cada um demonstra: se Baby Boomers, os consumidores preocupam-se, sobretudo, com a saúde cardíaca, e têm foco no envelhecimento saudável e na mente sã; já os da Geração X colocam a questão da gestão do peso no topo das suas prioridades; por seu turno, os Millenials e Gen Z mostram preocupações com o seu sistema imunitário, preferindo também produtos positivos para a sua pele e que lhes proporcionem energia e vitalidade – sem nunca colocar de lado, aquelas que são prioridades comuns a todas as gerações: a gestão do peso e a saúde do coração.
Plant-Based: The Rise of Applied Offerings (Produtos de origem vegetal: alargar a oferta)
Esta tendência, apontada já em 2023, os alimentos à base de plantas sobem claramente de posição na lista de tendências: se, antes, era apenas pensado para o nicho vegan, há espaço para alargar a base de consumidores, uma vez que estes começam a ver nestes produtos uma forma de diversificarem a sua dieta.
Mais de metade dos consumidores expressam também o desejo de experimentar versões plant-based de culinária tradicional e local, com a indústria a responder com a oferta de refeições prontas em formatos acessíveis e simples – incluindo, por exemplo, finger food, snacks, mas também refeições principais.
Local goes Global (Local torna-se global)
Os consumidores estão abertos a novas experiências.
Mais de dois terços dos inquiridos dizem-se disponíveis para experimentar e incluir nas refeições do dia-a-dia sabores do mundo. E metade dos mais jovens querem mesmo provar e cozinhar refeições de zonas distantes do planeta.
No entanto, a preocupação com o ambiente e com os produtos locais mantém-se. Os clientes preferem produtos produzidos nos seus próprios países, valorizando quem apresenta essas opções, mesmo para pratos tradicionais de outras geografias.
Home Kitchen Heroes (Heróis na cozinha)
Durante a pandemia, muitos consumidores puderam dedicar mais tempo à cozinha e a criatividade culinária floresceu. Aproveitaram para consumir produtos mais saudáveis e, ao mesmo tempo, que lhes permitissem economizar no custo das refeições.
Com a inflação crescente, essa tendência mantém-se no pós-pandemia, seja pelas marmitas saudáveis e económicas, seja por “a casa” se ter tornado num espaço mais acolhedor, onde se convive e se partilha a paixão por produtos, técnicas de cozinha e experiências gastronómicas.
As novas tendências passam pelo lançamento de kits com ingredientes para desenvolver determinados tipos de culinária (japonês, coreano, mexicano) ou por produtos pré-confecionados que recriam pratos e bebidas habitualmente consumidos na restauração.
Indulging in Health (Indulgência saudável)
Mais uma vez, uma tendência que junta o melhor de dois mundos num único conceito: os consumidores pretendem que os snacks e aqueles produtos que lhes transmitem conforto – bolachas, produtos de pastelaria, chocolates, gelados, refrigerantes, entre outros – sejam feitos com ingredientes “saudáveis”, adicionando probióticos, prebióticos, antioxidantes, cálcio, fibras naturais; substituindo ou reduzindo açúcares refinados; usando fórmulas e declarações “sem álcool”, etc.
Oceans of Possibilities (Oceanos de Possibilidades)
Os oceanos vão ser as quintas do futuro, usando processos produtivos mais sustentáveis, e os produtos de origem marinha vão entrar na alimentação regular.
Os lançamentos de alimentos e bebidas com microalgas, por exemplo, aumentaram mais de 42%, em termos acumulados, entre 2020 e 2023. Seja pelo sabor, seja pelo crescimento da dieta vegan, pelas excelentes características nutricionais ou pelas declarações de sustentabilidade, as algas entraram no dia-a-dia dos consumidores.
H20: Quenching the Future (H2O: diversificar o futuro)
Outra das tendências que conjuga saúde e alimentação passa pelo enfoque dos consumidores na hidratação.
As bebidas e os ingredientes que antigamente estavam confinados aos desportos e aos ginásios – eletrólitos, isotónicos e bebidas de frutas antioxidantes – saltaram para as prateleiras dos supermercados.
A preocupação com o envelhecimento saudável criou um mercado onde águas com adição de nutrientes e as suas características únicas (como, por exemplo, as águas alcalinas) são muito valorizadas pelos consumidores. A necessidade de se manter hidratado fará, igualmente, aumentar o mercado das águas com sabores – já existente –, mas agora mais concentrado em adicionar nutrientes e vitaminas a essa oferta.
Minimizing the Noise (Minimizar o ruído)
A transparência e a honestidade na informação nutricional são fulcrais para os novos consumidores, numa era de desinformação.
Metade referem recear que as marcas os enganem na sua comunicação. Por isso, preferem que as embalagens sejam claras, com um bom conteúdo e sem conteúdos e elementos visuais exagerados.
Para mais informação contacte-nos através do telefone (+351) 220 944 577 ou via email para [email protected]
Candidaturas Abertas – 8.ª edição do prémio ECOTROPHELIA
/em Notícias /by PortugalFoodsArrancou o Prémio ECOTROPHELIA Portugal 2024 que desafia jovens universitários a desenvolverem um produto alimentar eco-inovador, sustentável, com o objetivo de promover a inovação, o empreendedorismo e a competitividade no setor agroalimentar. O período de candidaturas já arrancou e decorre até 22 de maio.
Até lá, equipas multidisciplinares, compostas por estudantes e investigadores do sistema tecnológico e científico nacional, podem apresentar as suas propostas de projetos.
Os produtos finalistas serão apresentados numa Competição Nacional e o vencedor representará Portugal no concurso europeu.
Comunicado de Imprensa
Arrancou o Prémio ECOTROPHELIA Portugal 2024 que desafia jovens universitários a desenvolverem um produto alimentar eco-inovador, sustentável, com o objetivo de promover a inovação, o empreendedorismo e a competitividade no setor agroalimentar. O período de candidaturas arranca esta segunda-feira e decorre até 22 de maio. Até lá, equipas multidisciplinares, compostas por estudantes e investigadores do sistema científico e tecnológico nacional, podem apresentar as suas propostas de projetos no site do prémio. Os produtos finalistas serão apresentados na Competição Nacional e o vencedor representará Portugal, a nível europeu.
O produto alimentar a desenvolver deverá ser inovador e sustentável desde o conceito, passando pela formulação, modo de produção, packaging e pela estratégia de marketing e comercial, sem esquecer as dimensões nutricional e sensorial.
Na edição passada, o grande vencedor foi a equipa SPIRULIFE, constituída por estudantes de Biotecnologia Alimentar da Universidade de Aveiro, que deram a conhecer e deliciaram o júri do Prémio com seus gressinos verdes e em espirais, que unem brócolos, spirulina (microalga rica em proteínas, vitaminas e antioxidantes) e flor de sal de Aveiro, incorporando igualmente sementes de chia. Os Spirulos, 100% veganos, saudáveis e preparados no forno, aproveitam o brócolo na totalidade, evitando o desperdício alimentar, e o seu processo industrial tem preocupações de sustentabilidade, utilizando menos água na confeção – fatores que pesaram na escolha do júri.
Este ano, a PortugalFoods volta a lançar o desafio aos jovens universitários, que, ao longo do processo, terão a oportunidade de aceder a uma formação de 12h para o desenvolvimento do projeto e respetivo plano de negócios, fruto de uma colaboração entre a organização europeia e o EIT Food. O curso já se encontra disponível no site do ECOTROPHELIA Portugal
Deolinda Silva, Diretora Executiva da PortugalFoods, refere: “O Prémio ECOTROPHELIA Portugal, ao criar uma relação entre a academia e a indústria agroalimentar, tem tido o grande mérito de dar palco à criatividade e à visão dos mais jovens, que desafiam o setor com as suas ideias e os seus valores. A sustentabilidade, o ambiente, a inovação, a saúde e o bem-estar são temas prioritários para as novas gerações que olham para a alimentação também como uma forma de mudar o mundo. Essa vontade de transformação é vital para garantir a competitividade da indústria e ambicionamos trazer, cada vez mais, esta inovação parao mercado.”
Elevar o conhecimento e reconhecer a capacidade de inovação, o empreendedorismo e a competitividade do setor Agroalimentar nacional é o propósito deste concurso, que procura aproximar as universidades, os politécnicos e os centros de conhecimento e inovação à indústria, numa lógica de geração de valor e criação de caminhos de futuro para o setor, que sejam assentes na sustentabilidade.
Esta será a oitava edição do ECOTROPHELIA em Portugal, organizada desde 2017 pela PortugalFoods e que conta com o apoio de diversas entidades do setor agroalimentar. A nível europeu, este concurso acontece desde 2008, tendo mobilizado mais de 4.000 estudantes e 500 instituições de ensino, resultando no desenvolvimento de mais de 860 produtos alimentares eco-inovadores, dos quais mais de 100 foram industrializados ou comercializados.
Saiba mais sobre o Prémio Ecotrophelia 2024 em https://ecotropheliaportugal.com/