O projeto OrangeBee, um preparado alimentar à base de aquafaba e pólen apícola que reutiliza desperdícios da indústria alimentar, foi o grande vencedor da competição que juntou estudantes universitários de 13 países europeus.
À quarta participação na iniciativa ECOTROPHELIA Europe, Portugal arrecada o primeiro prémio naquela que é a maior competição europeia em eco-inovação alimentar. O preparado fermentado OrangeBee, desenvolvido por duas alunas da Universidade de Aveiro, foi o grande vencedor da 13ª edição desta competição que promove a inovação, o empreendedorismo e a competitividade do setor agroalimentar europeu, desafiando estudantes do ensino superior a desenvolverem produtos inovadores e sustentáveis.
Bárbara Vitoriano e Adelaide Olim, alunas de mestrado em design e biotecnologia alimentar, respetivamente, na Universidade de Aveiro, desenvolveram um preparado fermentado de aquafaba (água que resulta da cozedura de leguminosas) com uma camada de geleia de laranja, polvilhado com pólen apícola. Este produto alimentar, que pode ser utilizado, por exemplo, como sobremesa, reutiliza resíduos habitualmente desprezados pela indústria alimentar, foi premiado pelo júri europeu, liderado pela multinacional Nestlé.
Christoph Hartmann, Head of Academic Alliances na Nestlé, explicou a escolha do júri: “O produto OrangeBee tem um design bastante apelativo, muita qualidade e uma proposta de valor elevada. É um excelente contributo para o futuro da inovação alimentar.”
As vencedoras da competição ECOTROPHELIA Europe 2020 afirmam: “Como cidadãs empenhadas, sabemos que as escolhas que fazemos, enquanto consumidoras, são determinantes para a sociedade, para a sua qualidade de vida e para o seu futuro. Sendo a luta contra o desperdício um pilar central das políticas de sustentabilidade, pareceu-nos que o desenvolvimento de um produto alimentar com base em aquafaba, yacon e cascas de laranja polvilhado com pólen apícola, vegetariano, sem glúten nem lactose iria notoriamente ao encontro das crescentes preocupações dos consumidores e das tendências deste setor. Esta distinção, a nível europeu, vem mostrar que o nosso trabalho e visão estão no caminho certo.”
Da vitória em Portugal até à conquista europeia
OrangeBee foi o projeto eco-inovador que representou Portugal, de entre os 13 países em competição e as 14 universidades europeias presentes. Os projetos desenvolvidos pelas equipas de estudantes da Grécia e da Islândia garantiram o segundo e terceiro lugar do pódio, respetivamente – o projeto O-live, que desenvolveu gressinos à base de azeite e com diferentes recheios de vegetais e frutos gregos; e o projeto Frosti, que apresentou uma solução de flocos de skyr sem lactose.
É a quarta vez que Portugal participa na iniciativa ECOTROPHELIA Europe, cuja edição portuguesa é, desde 2017, dinamizada pela PortugalFoods. No passado mês de setembro, o preparado OrangeBee destacou-se no concurso nacional (que contou com 16 equipas e envolveu 63 estudantes e 14 instituições de ensino superior nacionais), ganhando o direito de representar Portugal na final europeia.
De acordo com as mentoras do projeto, OrangeBee é um preparado fermentado sem gordura e fonte de fibra, com 89 kcal por porção (que providencia 8% da dose diária recomendada de vitamina C e 21% da dose diária de FOS, prebiótico importante na regulação do trânsito intestinal), sendo um produto vegetariano, sem glúten e lactose. Devido à presença do pólen apícola, considerado alimento funcional, o consumidor obtém também uma quantidade considerável de vitaminas antioxidantes e flavonoides, essenciais na proteção do organismo contra as agressões externas.
Deolinda Silva, Diretora Executiva da PortugalFoods, refere: “A distinção europeia deste projeto português não nos podia encher de mais orgulho. O setor agroalimentar português é conhecido, há muito, nos mercados internacionais, pela sua qualidade e excelência. O facto de se mostrar como uma indústria cada vez mais inovadora, atenta às tendências e aos novos padrões de consumo, que colocam a sustentabilidade no topo da agenda, certamente irá ajudar no caminho da promoção do setor agroalimentar nacional lá fora.” A responsável acrescenta: “Por outro lado, este prémio é também o reconhecimento do esforço que o setor tem feito no sentido de se aproximar das universidades e dos centros de conhecimento e inovação. Sem dúvida, este estreitamento de relações é a garantia de que o agroalimentar nacional está a preparar o seu futuro.”
Por sua vez, o embaixador deste prémio, João Miranda, chairman da Frulact, declara: “Esta distinção é a prova de que o setor agroalimentar português precisa dos jovens para garantir o seu futuro. É o seu olhar fresco, interessado e detentor de conhecimento científico que prepara as empresas para responderem aos desafios que têm pela frente.”
Inicialmente integrado na grande feira internacional SIAL 2020, que decorreria esta semana em Paris (e, entretanto, adiada para 2022, por força da situação de pandemia), a entrega dos prémios ECOTROPHELIA Europe 2020 decorreu através de uma cerimónia virtual.
A 4ª edição nacional do prémio ECOTROPHELIA contou com o Alto Patrocínio do Presidente da República e teve o apoio da APCER, da Agência Nacional de Inovação, da Câmara Municipal do Porto e do TECMAIA – Parque de Ciência e Tecnologia da Maia.
Destacam-se como parceiros do ECOTROPHELIA Portugal as empresas Cerealis, Grupo Primor, Novarroz, Vieira de Castro, assim como a All The Way Travel, Brandit, Creative Building Solutions, Market Access, Patentree e Sociedade Portuguesa de Inovação.
Sabia que a segurança alimentar depende da ciência?
/em Notícias /by PortugalFoodsA PortugalFoods alia-se à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e à Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) para divulgar a campanha «#EUChooseSafeFood» que pretende consciencializar a população para a ciência que está por trás da segurança alimentar na União Europeia e ajudar os consumidores a tomarem decisões informadas acerca das escolhas alimentares do dia-a-dia, com a tranquilidade de saber que os seus alimentos são seguros.
A EFSA pretende encorajar a sociedade a tomar decisões alimentares com confiança, explicando o papel essencial da ciência e dos cientistas na segurança alimentar. Desde ajudar a decifrar os rótulos e a compreender os ingredientes, até aconselhar, por exemplo, sobre o porquê de as batatas cruas não deverem ser conservadas no frigorífico, a campanha oferece informação de grande utilidade prática para os consumidores.
Flipa Melo de Vasconcelos, Subinspetora-Geral da ASAE, deu as boas-vindas à campanha: “Esta iniciativa é extremamente importante e vai contribuir para fortalecer a confiança dos consumidores no sistema alimentar. Esta campanha destaca o papel crucial da cooperação constante entre a EFSA, autoridades competentes, organizações de consumidores, produtores alimentares, academia e a sociedade civil, através da ASAE enquanto Autoridade de Segurança Alimentar e seu Focal Point nacional. É essencial que os cidadãos Europeus conheçam e, acima de tudo, confiem nos alimentos que ingerem, onde quer que estejam dentro da geografia da União Europeia, conhecida como o espaço alimentar mais seguro do Mundo.”
Clique aqui para saber mais sobre esta campanha
Protocolo de cooperação com a APCER
/em Notícias /by PortugalFoodsA PortugalFoods e a APCER formalizaram recentemente um protocolo de cooperação que visa definir um conjunto de benefícios para os Associados da PortugalFoods.
Se a sua empresa é Associada da PortugalFoods pode beneficiar de descontos nos serviços de certificação e formação:
– Serviços de Certificação: até 5% abaixo do valor praticado, de acordo com a complexidade do serviço e número de instalações abrangidas.
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Vencedores do Prémio ECOTROPHELIA Portugal 2021
/em Notícias /by PortugalFoodsRealizou-se ao final da tarde de 29 de junho, na Casa do Vinho Verde, no Porto, a cerimónia de entrega de prémios da 5ª edição do Prémio ECOTROPHELIA Portugal 2021.
O concurso encontrou o seu vencedor, numa cerimónia onde os 10 finalistas tiveram oportunidade de apresentar e defender os seus produtos junto do Júri ECOTROPHELIA Portugal 2021.
Baguitas (bolacha crocante com farinha de bagaço de uva, mel nacional e frutos secos, rica em fibra), foi o grande vencedor da edição de 2021, seguido por Molitaste (snack saudável, saboroso e sustentável, com farinhas de inseto e de trigo sarraceno) e MochiPortugal (massa de arroz glutinoso com recheio de gelado de castanha salgada e núcleo de geleia de marmelo) que venceram respetivamente os 2º e 3º lugares desta competição. Os vencedores do primeiro lugar do Prémio ECOTROPHELIA Portugal 2021 conquistaram também a distinção “Born From Knowledge”, atribuída pela ANI – Agência Nacional de Inovação.
Ana Gomes, representante da Universidade Católica Portuguesa no Conselho de Administração da PortugalFoods, destaca a importância da realização do ECOTROPHELIA em Portugal e reforça que “apoiar este prémio é apoiar a internacionalização, que é uma das nossas missões, e que tem na sua base o conhecimento, que começa nas universidades pela mão dos nossos jovens estudantes que, com a sua inspiração e dedicação, têm sido capazes de criar produtos que geram valor acrescentado, alinhados com as novas tendências, que incluem por exemplo a procura por um maior equilíbrio emocional até a um maior impacto sensorial e, também, um dos grandes vetores deste prémio, que é a sustentabilidade, com a redução do desperdício, a utilização na integra da matéria-prima da produção nacional. Associando-se a este prémio, a PortugalFoods está a constituir uma plataforma de eco-inovação juntando todos os agentes que podem trazer valor para o setor agroalimentar, nomeadamente, academia, indústria e empresas”.
Para Deolinda Silva, diretora-executiva da PortugalFoods, “esta iniciativa deve ser acarinhada na medida em que reflete o ecossistema de inovação agroalimentar em Portugal, desde os estudantes, os seus mentores, cientistas e investigadores, até à indústria e às empresas. O caminho dos novos produtos, até chegarem ao mercado, é exigente e requer empenho, dedicação e trabalho, uma vez que o que se pretende com esta iniciativa é valorizar economicamente o conhecimento. Acreditamos que este caminho permitirá que alguns dos produtos desenvolvidos no âmbito do ECOTROPHELIA Portugal possam chegar ao mercado”.
O júri do ECOTROPHELIA Portugal 2021 é constituído por 12 figuras representativas do setor agroalimentar e especialistas em inovação alimentar, reconhecidos pela sua notoriedade, independência e competência, nomeadamente, Vergílio Folhadela (RAR Holding), Ana Machado Silva (SONAE), Fátima Carvalho (Primor), Helena Real (APN), Ildefonso Martins (Aveleda), Joana Gomes Queirós (Super Bock Group), Lorenzo Pastrana (INL), Miguel Antunes (ANI), Paula Bico (DGAV), Pilar Morais (Frulact), Rui Costa Lima (Sense Test) e Rui Sousa (Market Access).
A quinta edição do ECOTROPHELIA, em Portugal, reuniu candidaturas de norte a sul do país, encontrando-se entre as várias instituições de ensino que participaram, e que representam as equipas finalistas, a Escola Superior de Artes e Design, a Escola Superior de Biotecnologia –Universidade Católica Portuguesa, a Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto, o Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, o Instituto Superior de Administração e Gestão, a Universidade de Aveiro, a Universidade do Minho e a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.
Os vencedores do ECOTROPHELIA Portugal 2021 juntar-se-ão agora aos pares europeus para a grande final da competição europeia ECOTROPHELIA 2021, que terá lugar no dia 11 de outubro, em Colónia, na Alemanha, no âmbito do maior evento mundial do setor – a Anuga. Esta foi a quinta edição do ECOTROPHELIA em Portugal e decorreu com o apoio de várias entidades do setor agroalimentar.
Dinamizada pela PortugalFoods a nível nacional, desde o lançamento da primeira edição, em 2017, esta iniciativa pretende continuar a destacar o reconhecimento do esforço que o setor agroalimentar tem feito no sentido de se aproximar das universidades e dos centros de conhecimento e inovação, estreitando relações, criando valor e evidenciando que o setor está a preparar o futuro.
A edição de 2020 do Prémio ECOTROPHELIA teve especial relevância para Portugal, uma vez que o projeto vencedor do concurso a nível nacional foi também o grande premiado europeu – entre os 13 países que estiveram a concurso. OrangeBee – o preparado fermentado desenvolvido por duas alunas da Universidade de Aveiro – foi o grande vencedor da 13ª edição do ECOTROPHELIA Europe, elevando o conhecimento, a capacidade de inovação, o empreendedorismo e a capacidade competitiva do setor agroalimentar nacionais a nível europeu.
Embalagem: Tendências e Oportunidades
/em Notícias /by PortugalFoodsO mundo mudou a partir do ano de 2020. Realidades urgentes, deram origem a transformações quase imediatas e isso refletiu-se também nos comportamentos dos consumidores a nível global. A mudança de comportamentos, de estilos de vida, de hábitos de consumo e um novo entendimento sobre o impacto do consumo no planeta são oportunidades de desenvolvimento daquele que é um dos aspetos fundamentais de qualquer produto: a Embalagem.
Ainda que possa ser pouco considerada por alguns, a realidade é que a embalagem é o primeiro contacto físico de qualquer produto com o consumidor. Soluções funcionais, que se apresentem com formatos que privilegiem comodidade e conveniência (em função e em preço) e que transmitam valores intrínsecos (como os relacionados com a ação responsável das marcas) são oportunidade para conquistar a atenção do consumidor e fazer mudar a sua decisão no momento da compra.
O valor acrescentado que a embalagem pode gerar
Qualidade, segurança e preço devem ser dados adquiridos na apresentação de produtos para os consumidores pós-pandemia. Se o sentimento de segurança e a qualidade são inquestionáveis e o preço um dos fatores determinantes no momento de decisão, a embalagem pode acrescentar valor a esta equação. O entendimento do consumidor mudou e a embalagem encerra em si a capacidade de transmitir os valores de segurança, conveniência e acessibilidade de preço.
No entanto, além destes critérios primários, que o consumidor privilegia nos produtos elementares, continuam a existir os desejos mais indulgentes, os aspiracionais. Nesses, o consumidor está disposto a investir mais um pouco, desde que lhes reconheça as qualidades que aumentam o seu valor no momento da decisão, por exemplo, através de embalagens que permitam uma maior durabilidade dos produtos, uma melhor preservação ou arrumação.
As oportunidades para responder às motivações e necessidades do consumidor passam por novos modelos de apresentação do produto no ponto de venda e pelos formatos económicos, destacando igualmente os atributos de segurança e higiene. Não são de desconsiderar os atributos relacionados com a responsabilidade ambiental das embalagens e seus formatos.
O passado recente levou os consumidores a adotarem novos comportamentos, por opção ou por necessidade. Durante a pandemia o consumo centrou-se muito nos produtos essenciais, pelo que existe uma apetência latente por produtos que aumentem o sentimento de satisfação pessoal, de recompensa. Por esses, o consumidor estará disposto a entregar um pouco mais, desde que reconheça o valor do produto face ao seu preço. Uma das formas de evidenciar este valor é na embalagem.
A embalagem como primeiro ponto físico de contacto entre consumidor e produto
O bem-estar é uma das principais preocupações dos consumidores, bem-estar físico e mental/emocional, o que dá às marcas a oportunidade de desenvolverem soluções de embalagem que permitam aos consumidores um sentimento de maior segurança em relação a possíveis contágios.
A embalagem desempenha um papel significativo na forma como os consumidores encaram a higiene e segurança dos produtos que levam para as suas casas e para as suas famílias. A preocupação com o contágio continuará a motivar a aposta na inovação, com novos materiais e novas estruturas de embalagem.
A embalagem tem aqui um papel fundamental na medida em que transporta um sentido de segurança física e emocional. Física porque mantém íntegros os produtos para a sua função, e emocional porque pode ter a possibilidade de, através de soluções inovadoras na usabilidade, transmitir uma maior segurança em relação aos receios mais eminentes neste período de pandemia.
Este sentimento de segurança é também uma tendência de futuro. A expectativa é que as embalagens apresentem, de forma mais generalizada, características antivirais e sistemas de verificação de origem e produtor através de tecnologias como blockchain.
A embalagem assumirá cada vez mais o papel de mensageiro para a diferenciação entre marcas e, principalmente, para tornar evidentes os valores próprios que respondem às preocupações e aspirações dos consumidores. Esta é também uma oportunidade. A capacidade de usar a embalagem como um meio para estabelecer e construir uma relação com o consumidor, não só através das mensagens que partilha, mas também através das funções que apresenta.
Sustentabilidade versus Responsabilidade
Já não basta ter um discurso sobre sustentabilidade. Cada vez mais, o consumidor quer conhecer o comportamento das marcas relativamente à sua atividade, aos seus produtos e também em relação às embalagens. A visão holística da responsabilidade que evidencia os valores da ética, qualidade e localidade dentro do contexto global e enquadrado no definido pelo conceito de sustentabilidade (ambiental, social e económica).
A consciência das marcas relativamente ao nível de frustração dos consumidores sobre, por exemplo, a falta de transparência e a omissão, é uma oportunidade para melhorar e a embalagem é um dos meios para o conseguir. Embalagens responsáveis, que são produzidas, transportadas e eliminadas de forma responsável têm maior probabilidade de serem escolhidas no linear. No entanto, esta tendência será tanto mais verificável quanto o princípio da responsabilidade se aplicar a toda a atividade da marca.
O desconhecimento e a falta de informação são ainda uma constante na mente dos consumidores e isso gera insegurança. No entanto, a ligação entre as opções de consumo e as alterações climáticas é cada vez evidente para os consumidores e isso trará alterações às decisões de compra.
Melhor informação e sinalética e comunicação mais eficazes nas embalagens são aspetos que os consumidores valorizarão cada vez mais e que serão preponderantes no momento da compra.
PortugalFoods_Qualifica
Desenvolvido no âmbito do projeto PortugalFoods_Qualifica, a iniciativa “Embalagem: Tendências e Oportunidades” coloca o foco na relação do consumidor com a embalagem, debatendo e analisando aspetos que incluem a funcionalidade, a oportunidade para o consumo, a confiança e, até, a emocionalidade associada a produtos e marcas.
O projeto PortugalFoods_Qualifica é financiado pelo COMPETE2020, Portugal2020 e União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.
Roadmap Tecnológico para o setor agroalimentar
/em Notícias /by PortugalFoodsO “Roadmap Tecnológico para o setor agroalimentar português”, documento estratégico para o processo de inovação e desenvolvimento de novos produtos para o setor agroalimentar nacional, desenvolvido pela PortugalFoods no âmbito do projeto PortugalFoods_Qualifica, pretende contribuir para que as empresas compreendam as tendências e necessidades do mercado e os fluxos de conhecimento que permitem dar resposta a essas necessidades, para que possam orientar os seus recursos no sentido que garantir a sua competitividade.
O documento – que tem associado um horizonte temporal definido e identifica um conjunto de caminhos críticos para a prossecução dos objetivos tecnológicos e de mercado das empresas e do setor – apresenta quatro camadas distintas que se relacionam com cinco percursos tecnológicos que traduzem as ligações e interdependências entre as várias camadas e os elementos que as constituem, resultando num mapa global que consolida este guia.
Mercado, Produto, Tecnologia/Processo e Atividades de I&D – Quatro Camadas Interdependentes
Mercado, Produto, Tecnologia/Processo e Atividades de I&D são as quatro componentes, camadas, consideradas mais importantes na elaboração deste Roadmap. Interdependentes e interrelacionadas, estas componentes têm associados processos de desempenho com horizontes temporais definidos, entre o curto, o médio e o longo prazos (1, 3 e 7 anos respetivamente).
Na componente Mercado são identificadas 10 tendências/oportunidades de mercado existentes para as empresas do setor, cada uma com características próprias e com um horizonte temporal próprio de expectativa de desenvolvimento. Estas tendências são: Dietas low-carb (curto prazo), Eat-on-the-go (curto prazo), Alternativas a ingredientes prejudiciais para a saúde (curto-médio prazo), Sustentabilidade (curto-médio prazo), Food integrity (curto-médio prazo), Saúde e bem-estar (curto-médio prazo), Alimentação personalizada (curto-médio-longo prazo), Dietas plant based e meat free (curto-médio-longo prazo), Sabores inovadores (médio prazo) e Clean Label (médio-longo prazo).
Já a componente Produto identifica 16 necessidades de produto associadas às tendências de mercado, com exceção para as tendências Sustentabilidade e Food integrity que, pela sua natureza, deverão estar associadas a todos os novos produtos em desenvolvimento na indústria agroalimentar, independentemente do seu horizonte temporal. Produtos com baixo teor de sal e de açúcar, com redução/eliminação de conservantes e de corantes sintéticos ou que estimulem a saúde mental estão entre os identificados como necessários. Ainda, e neste mesmo conjunto, encontram-se os produtos alimentares baseados em proteínas alternativas (como larvas, insetos e proteína vegetal) e os com novos sabores, de fusão e experiências étnicas.
A componente Tecnologia/Processo identifica 27 necessidades relevantes para a obtenção dos produtos identificados na componente Produto. Entre estas quase três dezenas de necessidades encontram-se as embalagens ativas/funcionalizadas, a desidratação, a inteligência artificial e a internet das coisas, os métodos analíticos para a determinação de origem e deteção de adulterações ou a cultura in-vitro de células animais.
Finalmente, a componente Atividades de I&D que identifica 13 atividades necessárias ao desenvolvimento das tecnologias/processos e produtos identificados nas componentes anteriores. Nesta componente, relacionada com a investigação e desenvolvimento que são necessários para a supressão das necessidades identificadas, podem encontrar-se o desenvolvimento de alimentos que promovam a saúde e o bem-estar, com propriedades antimicrobianas e antioxidantes, e de novos métodos para controlo da qualidade, origem, deteção de adulterações e segurança alimentar. A valorização de subprodutos para a criação de novos alimentos e produtos e o desenvolvimento de fontes alternativas de macronutrientes fazem também parte das atividades de I&D.
Cinco Percursos Tecnológicos – Cinco frações do caminho global apontado pelo Roadmap
São cinco os percursos tecnológicos apresentados pelo Roadmap e têm como objetivo permitir a análise das ligações e interdependências entre as quatro componentes identificadas e as suas várias necessidades. Estes percursos tecnológicos representam caminhos genéricos que as empresas do setor agroalimentar português terão de percorrer desde a fase de I&D e desenvolvimento tecnológico até à fase de mercado.
O primeiro percurso tecnológico relaciona as interdependências das tendências de mercado “Saúde e bem-estar” e “Alimentação personalizada” e que materializam a procura crescente dos consumidores por alimentos que potenciem a saúde e bem-estar ao mesmo tempo que se adequam às suas necessidades sociais e culturais.
O segundo percurso, o menos complexo, foca-se apenas numa tendência de mercado – “Dietas plant based e meat free” – e está relacionado com a necessidade de desenvolver produtos alimentares com proteínas alternativas ou formuladas em laboratório.
Por outro lado, o terceiro percurso, o mais complexo, relaciona as tendências “Alternativas a ingredientes prejudiciais para a saúde”, “Clean label” e “Dietas low carb” evidenciando a necessidade da indústria desenvolver produtos mais naturais e menos processados e com menor impacto na saúde dos consumidores.
Já o quarto percurso tecnológico relaciona as necessidades de tecnologia/processo com as tendências de mercado “Sabores inovadores” e “Eat-on-the-go”, colocando o foco na globalização e nos novos estilos de vida e hábitos de consumo dos consumidores, cada vez mais em exigentes, ávidos de novas experiências e em movimento.
Finalmente, o quinto percurso, que relaciona as necessidades tecnológicas associadas às duas tendências de produto transversais – “Sustentabilidade” e “Food integrity” – que deverão estar presentes em todos os novos produtos a desenvolver pela indústria agroalimentar, pelo que, neste percurso, a relação é estabelecida entre as tendências de mercado e as necessidades de tecnologia/processo para o desenvolvimento dos produtos.
Download “Roadmap Tecnológico para o setor agroalimentar português”
Aceda ao documento completo, disponibilizado gratuitamente no âmbito do projeto PortugalFoods_Qualifica.
Este projeto é financiado pelo COMPETE2020, Portugal2020 e União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.
Tendências de inovação e consumo no setor agroalimentar em 2021
/em Notícias /by PortugalFoodsPreocupação com a saúde mental e procura por produtos alimentares com mais valores éticos e capazes de fortalecer laços sociais serão os grandes influenciadores das marcas alimentares, que também estarão mais concentradas em oferecer experiências de compra mais seguras, higiénicas e interativas. Tendências foram apresentadas a 11 de Fevereiro num webinar promovido pela PortugalFoods.
A pandemia redefiniu os comportamentos humanos, o que se reflete também nas escolhas alimentares dos consumidores. Estas alterações são determinantes para o futuro do setor agroalimentar, com a indústria a ter de se alinhar e preparar para responder às tendências de inovação do setor, que giram em torno de três vetores fundamentais para os consumidores: bem-estar, valor e identidade.
De acordo com a consultora internacional especializada Mintel, a Covid-19, pelo profundo impacto que tem na sociedade, acelerou exponencialmente as tendências de inovação que se previam para a próxima década. No setor agroalimentar, 2021 já é o futuro.
Para 2021, são identificadas três grandes tendências:
Bem-estar | Alimentar a Mente
Nos últimos anos, os consumidores ganharam maior consciência dos cuidados que devem ter com a sua saúde mental e emocional, mas a pandemia trouxe o bem-estar para o centro da vida das pessoas. No futuro, os consumidores irão procurar mais produtos e serviços que ofereçam benefícios concretos para os seus níveis de saúde e bem-estar mental, o que orientará a indústria para abordagens baseadas em psicologia e experiências – e sempre em sintonia com a tecnologia, que orienta e informa consumidores cada vez mais digitais.
– Novas receitas vão expandir as atividades de alívio do stresse: Produtos serão criados para valorizar as atividades de lazer e de descompressão, seja ver televisão ou meditar. Elementos sensoriais como perfumes e ingredientes funcionais serão utilizados para adicionar experiências reais a eventos virtuais – como snacks energéticos para consumir durante um videojogo ou bebidas perfumadas para bebericar enquanto se acompanha um tutorial de meditação.
– Preocupação com saúde mental acelera produtos alimentares conscientes e intuitivos: Sensibilizados pelo contexto pandémico, os consumidores vão fazer compromissos mais sérios para reduzir os riscos para a saúde, preferindo alternativas alimentares mais saudáveis, mais conscientes e intuitivas – quer física, quer mentalmente. Assim, mais marcas vão posicionar-se neste campo, ajudando os consumidores a fazerem melhores escolhas, facilitando, por exemplo, a redução do consumo de álcool; ou sublinhando a densidade nutritiva dos seus produtos, um conceito-chave para a chamada alimentação intuitiva que privilegia alimentos com um rácio muito elevado de nutrientes benéficos, em comparação com as calorias.
Valor | Qualidade redefinida
Motivados pelo ‘choque pandémico’, os consumidores estão a procurar um regresso ao essencial, focando-se na redução do consumo e em encontrarem mais valor acrescentado nas suas compras. Poupança de tempo, segurança alimentar e conveniência nos produtos alimentares e na restauração serão cruciais. O foco dos consumidores em garantirem mais valor vai motivar as empresas a serem mais transparentes sobre a política de preços e a darem mais detalhes acerca dos ingredientes e processos.
– Expectativas éticas aceleram ‘valor com valores’: A Covid-19 expôs a necessidade de, enquanto sociedade, nos apoiarmos uns aos outros. As marcas e os retalhistas têm, agora, a oportunidade de lançarem produtos com preços alinhados com declarações éticas e ambientais – produtos de ‘valor com valores’. Uma das prioridades será criar produtos nutritivos e saudáveis com preços acessíveis. Esta tendência também permitirá às empresas aumentarem moderadamente os preços se explicarem como tal subida está relacionada com a oferta de qualidade, segurança e responsabilidade corporativa.
– Experiência no retalho evolui: A pandemia traz novos requisitos em termos de higiene e segurança, especialmente no que diz respeito ao retalho e à restauração. Os consumidores vão exigir inovações ‘sem toque’, incluindo carrinhos de compra inteligentes ou embalagens que limitem o contacto direto com as mãos durante o momento de consumo. Adicionalmente, e à medida que os mercados vão recuperando, os consumidores estarão mais abertos à conveniência experiencial: optando por modelos híbridos de compra (online e offline), que informem e entretenham ao mesmo tempo.
Identidade | Unidos pela comida
Reconhecida a importância das relações sociais, os consumidores irão organizar-se em comunidades (tanto digitais como físicas) para socialização. O setor agroalimentar e a restauração podem tirar vantagem do facto de serem percecionados como indústrias que constroem laços e promovem entidades comuns, baseadas em sabores e gastronomia. Assim, as marcas vão ativamente construir redes online de consumidores e organizar encontros presenciais (à medida que as restrições forem sendo levantadas) – e que não tenham apenas como fim a degustação, mas possam inclusivamente promover causas.
– Criação de comunidades onde os consumidores podem estabelecer novas ligações: Os consumidores vão querer criar relações autênticas com outras pessoas que partilham os mesmos valores e gostos – como já acontece em áreas como o desporto, vestuário e eventos culturais, que criam comunidades de pessoas que celebram paixões comuns. Seguindo o exemplo, o setor alimentar pode promover espaços virtuais que, além de plataformas de ecommerce, apresentem fãs de marcas uns aos outros e onde podem ser partilhadas, de forma dialogante e independente, receitas, dicas e outras informações. Fatigados pelo confinamento e pelos ecrãs, os consumidores também estarão sedentos de oportunidades de socialização autênticas, pelo que será vital para as marcas a criação de espaços comuns onde possam – de forma segura – reunir e formar ligações fortes.
– Social ecommerce pode capitalizar com a comunidade: O comércio online interativo é uma ferramenta para a união das pessoas. Nesse sentido, as marcas agroalimentares podem adotar modelos de social ecommerce, nos quais a experiência de compra online é partilhada com outros compradores e amigos. Estas plataformas replicam as experiências de consumo ‘reais’ e promovem oportunidades de negócio diferenciadas (por exemplo, descontos específicos para determinados grupos de consumidores). Este modelo online pode ser expandido para eventos presenciais, para os quais grupos de fãs selecionados são convidados a receberem edições limitadas de compras feitas online ou a experimentarem menus em momentos de confraternização (segura).
2021 – Global Food and Drink Trends
O estudo “2021 – Global Food and Drink Trends”, da Mintel, está disponível para consulta no âmbito do projeto PortugalFoods_Qualifica, que tem como missão o reforço da competitividade empresarial do setor agroalimentar nacional e o incremento do índice tecnológico das empresas portuguesas. É financiado pelo COMPETE2020, Portugal2020 e União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.
Farm2Fork – Digital Innovation Hub
/em Notícias /by PortugalFoodsA PortugalFoods integra um consórcio de 11 entidades que submeteu uma candidatura à Rede de Polos de Inovação Digital – da responsabilidade da Portugal Digital, Direção-Geral das Atividades Económicas, IAPMEI e Agência Nacional de Inovação – para a criação de um Pólo de Inovação Digital em Portugal, designado FARM2FORK_DIH.
O consórcio responsável por esta candidatura conta com a credibilidade e competência e comprovada capacidade de realização de 11 entidades nos setores agrícolas e agroalimentar em Portugal: CAP, FIPA, APED, COTEC, PortugalFoods, Colab4Food, ISEL, AROMNI, INL, Beta-i e AgrogrinTech, em parceria com Portugal Ventures através do programa Ignition Partners.
Este consórcio pretende ser um ecossistema de inovação dirigido aos sectores agrícolas e agroalimentar portugueses que visa desenvolver, testar e demonstrar soluções assentes em tecnologia digital avançada, com vista à sua aplicação em ambiente empresarial real com impactos efetivos na eficiência, produtividade e valor de toda a cadeia produtiva.
O FARM2FORK_DIH pretende produzir a mudança necessária em toda a cadeia de valor agroalimentar – da produção agrícola, à indústria agroalimentar e à distribuição – através da atuação junto do tecido empresarial das diversas fileiras agrícolas e agroalimentares possibilitando a necessária digitalização que permitirá às empresas e demais operadores uma atividade mais eficiente, mais sustentável e mais adequada aos desafios globais.
O FARM2FORK_DIH visa estimular o esforço colaborativo e de cocriação em domínios tecnológicos avançados, contribuindo também para concretizar o potencial tecnológico digital nacional.
Estabelecendo como premissa a identificação e execução do que é prioritário, assim como o controlo rigoroso de todos os passos do processo e dos resultados obtidos nas empresas utilizadoras, a missão do Farm2Fork_DIH define como prioritária a digitalização das pessoas e das empresas numa ótica dinâmica e estratégica que envolve toda a cadeia de valor alimentar, desde o prado ao prato.
O projeto FARM2FORK_DIH enquadra-se no compromisso assumido em 2019, quando 25 países europeus assumiram a digitalização da agricultura e áreas rurais europeias como prioridade e assinaram uma declaração de cooperação sobre “Um futuro digital inteligente e sustentável para a agricultura e áreas rurais europeias”, que visa, entre outros instrumentos, o estabelecimento de uma infraestrutura de inovação – os Digital Innovation Hub (Polos de Inovação Digital) – que se materializa numa cooperação entre vários parceiros para fomentar e implementar a digitalização das empresas e utilizadores.
Digital Agrifood Summit Portugal 2021
/em Notícias /by PortugalFoodsCerca de 300 representantes de empresas internacionais visitaram ao longo dos quatro dias, a primeira edição da Digital Agrifood Summit Portugal, que, em tempos de pandemia, serviu de montra ao setor agroalimentar português. Estes compradores internacionais foram provenientes de 61 países, com destaque para Espanha (72), México (34), Canadá (29), Alemanha (28), Estados Unidos (27), Reino Unido (26) e Japão (25). Durante os quatro dias que o evento durou, a plataforma online onde decorreu registou quase 700 registos, dos quais cerca de 2/3 pertencentes a visitantes internacionais.
A organização deste certame, a cargo do consórcio Portuguese Agrofood Cluster (no qual participam a PortugalFoods, o Inovcluster, o Agrocluster e a Portugal Fresh), em parceria com a ViniPortugal, faz um balanço muito positivo de evento, auscultadas as 74 empresas expositoras nacionais, de diversas fileiras do setor – do azeite às frutas e legumes; do vinho às conservas de peixe; dos snacks à padaria e pastelaria; entre muitas outras.
Amândio Santos, Presidente da PortugalFoods e responsável pelo consórcio Portuguese Agrofood Cluster, afirma: “Foi feito um balanço claramente positivo por grande parte das participantes, que, em alguns casos, relatam resultados acima das expetativas. Os expositores foram ativamente contactados pelos visitantes para agendamentos de reuniões de trabalho, sendo que algumas empresas registaram uma ocupação quase total da agenda durante os quatro dias da feira. Por outro lado, o trabalho de angariação de compradores internacionais, feito em conjunto pelos canais diplomáticos nacionais e por uma empresa de consultoria internacional, foi muito apreciado, havendo uma clara sintonia entre a procura e a oferta. Não podíamos estar mais satisfeitos com os resultados.”
Se é certo que a presença física nos mercados internacionais é crucial para um setor que necessita de ser degustado, a verdade é que este evento demonstrou a capacidade do digital para identificar potenciais clientes, de forma muito ágil e prática. Fator que, associado aos menores custos de participação e de logística, à ausência de deslocações e à flexibilidade de horários, tornam estas feiras virtuais em importantes instrumentos de promoção externa.
A plataforma digital onde decorreu a feira registou centenas de reuniões agendadas, através de uma aplicação própria de videoconferência, sendo que há relatos de encontros B2B que ocorreram de forma informal noutros canais digitais de interação. A página de networking e o chat foram igualmente importantes ferramentas de comunicação entre expositores e visitantes, sendo um ponto de partida para o agendamento de encontros de negócios.
Frederico Falcão, Presidente da ViniPortugal, parceiro da Digital Agrifood Summit Portugal 2021, refere: “Numa situação de quase total ausência de ações de promoção externas presenciais, a primeira edição da Digital Agrifood Summit foi, antes de mais, uma prova clara da dinâmica do setor agroalimentar nacional, que demonstrou que as empresas estão preparadas para o desafio da digitalização e que estes novos canais, mesmo no futuro pós-pandemia, poderão assumir um papel preponderante como ferramenta de apoio às ações de promoção e internacionalização do setor.”
Num momento particularmente difícil para a economia nacional, o setor agroalimentar nacional demonstra a sua resiliência e o seu contributo fundamental para a economia nacional, tendo a expectativa de, em 2020, manter os valores de exportação registados no ano anterior, quando chegaram a 6,26 mil milhões de euros (dados da PortugalFoods).
A Digital Agrifood Summit Portugal 2021 contou com o apoio da Secretaria de Estado da Internacionalização e do Ministério da Agricultura, da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal e da FIPA – Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares. Regressa em 2022.
Plataforma de apoio à internacionalização do setor agroalimentar
/em Notícias /by PortugalFoodsLançado pela PortugalFoods, o Radar de Mercados Internacionais é uma plataforma que permite às empresas do setor aceder a informação pertinente para os processos de internacionalização.
O Radar de Mercados Internacionais agrega 75 mercados internacionais ligados à exportação de produtos nacionais. A intenção é permitir às empresas do setor agroalimentar acesso a informação que até agora se encontrava dispersa e de difícil acesso. Desta forma, os empresários passam a ter acesso a materiais indispensáveis na hora de decidir para onde canalizar atenções nos processos de internacionalização. O melhor de tudo? O registo para acesso à plataforma é inteiramente gratuito.
Todas as empresas do setor agroalimentar poderão beneficiar destas informações e das ferramentas que estão incluídas na mesma. Ao agregar a informação relevante para estes processos de crescimento externo, o Radar de Mercados Internacionais permite que os empresários poupem tempo e recursos na hora de pesquisar e que assim agilizem os seus planos de internacionalização.
Uma das ferramentas mais interessantes desta plataforma é a Ferramenta Interativa, que permite identificar os mercados internacionais prioritários, ajustados e personalizados ao perfil da empresa, que por sua vez pode escolher os parâmetros mais relevantes para si e para o seu produto. Esta ferramenta apresenta aos empresários os 10 mercados mais relevantes, ordenados do que apresenta menor risco para o que apresenta maior risco.
Atualmente, o Radar de Mercados Internacionais, disponibiliza informação sobre 75 mercados internacionais, bem como as principais exportações portuguesas para cada país, organizadas por categoria de produto, risco e outros indicadores, além de permitir a exportação de todos estes dados em formato Excel ou PDF.
A plataforma garante ainda acesso a um Arquivo de Informação em constante atualização, onde encontra estudos de mercado, avaliação de tendências de inovação, documentos essenciais aos processos de exportação, indicadores comerciais e legais pertinentes, etc.
“O objetivo do Radar de Mercados Internacionais é capacitar as empresas com informação agregada, exaustiva e atualizada de forma a complementar os seus processos de exportação”, explica Deolinda Silva, Diretora Executiva da PortugalFoods, adiantando que a “conjuntura atual de pandemia, com as viagens a clientes internacionais limitadas e as feiras canceladas” têm obrigado as empresas a procurar “aumentar o seu conhecimento sobre mercados e oportunidades sendo que esta ferramenta será um aliado importante na construção da sua estratégia”.
A Diretora Executiva da PortugalFoods refere ainda que “a constante atualização” é uma peça-chave da importância do Radar, que foi atualizado recentemente com “20 novos mercados”.
São já muitas as empresas nacionais que tiram proveito da informação disponibilizada na plataforma. “Em conjunto com ferramentas complementares, [o Radar de Mercados Internacionais] tem sido um apoio de elevada importância no desenvolvimento da nossa estratégia no mercado global”, esclarece Mabílio Albuquerque, CEO da BY FOODS.
Também o Sales Manager da Ramirez, Manuel Moreira, explica que “num mundo cada vez mais polarizado e competitivo, o conjunto das variáveis exógenas alcançaram uma importância ímpar na atividade das empresas” e que vê a informação reunida pela PortugalFoods como “indispensável”.
Já Vera Mota, Export Manager da Queijos Santiago, diz recorrer à plataforma “frequentemente” e que a considera “bastante útil, essencialmente na abordagem a novos mercados, pela flexibilidade na análise, através do cruzamento de diversas variáveis que permitem chegar a uma informação ajustada à empresa”.
O acesso à plataforma é inteiramente gratuito, mas carece de um registo (também ele gratuito).
Esta ação é financiada pelo COMPETE2020, Portugal2020 e União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.
Este artigo foi produzido em colaboração com o Jornal Económico.
Portugal vence ECOTROPHELIA Europe 2020
/em Notícias /by PortugalFoodsO projeto OrangeBee, um preparado alimentar à base de aquafaba e pólen apícola que reutiliza desperdícios da indústria alimentar, foi o grande vencedor da competição que juntou estudantes universitários de 13 países europeus.
À quarta participação na iniciativa ECOTROPHELIA Europe, Portugal arrecada o primeiro prémio naquela que é a maior competição europeia em eco-inovação alimentar. O preparado fermentado OrangeBee, desenvolvido por duas alunas da Universidade de Aveiro, foi o grande vencedor da 13ª edição desta competição que promove a inovação, o empreendedorismo e a competitividade do setor agroalimentar europeu, desafiando estudantes do ensino superior a desenvolverem produtos inovadores e sustentáveis.
Bárbara Vitoriano e Adelaide Olim, alunas de mestrado em design e biotecnologia alimentar, respetivamente, na Universidade de Aveiro, desenvolveram um preparado fermentado de aquafaba (água que resulta da cozedura de leguminosas) com uma camada de geleia de laranja, polvilhado com pólen apícola. Este produto alimentar, que pode ser utilizado, por exemplo, como sobremesa, reutiliza resíduos habitualmente desprezados pela indústria alimentar, foi premiado pelo júri europeu, liderado pela multinacional Nestlé.
Christoph Hartmann, Head of Academic Alliances na Nestlé, explicou a escolha do júri: “O produto OrangeBee tem um design bastante apelativo, muita qualidade e uma proposta de valor elevada. É um excelente contributo para o futuro da inovação alimentar.”
As vencedoras da competição ECOTROPHELIA Europe 2020 afirmam: “Como cidadãs empenhadas, sabemos que as escolhas que fazemos, enquanto consumidoras, são determinantes para a sociedade, para a sua qualidade de vida e para o seu futuro. Sendo a luta contra o desperdício um pilar central das políticas de sustentabilidade, pareceu-nos que o desenvolvimento de um produto alimentar com base em aquafaba, yacon e cascas de laranja polvilhado com pólen apícola, vegetariano, sem glúten nem lactose iria notoriamente ao encontro das crescentes preocupações dos consumidores e das tendências deste setor. Esta distinção, a nível europeu, vem mostrar que o nosso trabalho e visão estão no caminho certo.”
Da vitória em Portugal até à conquista europeia
OrangeBee foi o projeto eco-inovador que representou Portugal, de entre os 13 países em competição e as 14 universidades europeias presentes. Os projetos desenvolvidos pelas equipas de estudantes da Grécia e da Islândia garantiram o segundo e terceiro lugar do pódio, respetivamente – o projeto O-live, que desenvolveu gressinos à base de azeite e com diferentes recheios de vegetais e frutos gregos; e o projeto Frosti, que apresentou uma solução de flocos de skyr sem lactose.
É a quarta vez que Portugal participa na iniciativa ECOTROPHELIA Europe, cuja edição portuguesa é, desde 2017, dinamizada pela PortugalFoods. No passado mês de setembro, o preparado OrangeBee destacou-se no concurso nacional (que contou com 16 equipas e envolveu 63 estudantes e 14 instituições de ensino superior nacionais), ganhando o direito de representar Portugal na final europeia.
De acordo com as mentoras do projeto, OrangeBee é um preparado fermentado sem gordura e fonte de fibra, com 89 kcal por porção (que providencia 8% da dose diária recomendada de vitamina C e 21% da dose diária de FOS, prebiótico importante na regulação do trânsito intestinal), sendo um produto vegetariano, sem glúten e lactose. Devido à presença do pólen apícola, considerado alimento funcional, o consumidor obtém também uma quantidade considerável de vitaminas antioxidantes e flavonoides, essenciais na proteção do organismo contra as agressões externas.
Deolinda Silva, Diretora Executiva da PortugalFoods, refere: “A distinção europeia deste projeto português não nos podia encher de mais orgulho. O setor agroalimentar português é conhecido, há muito, nos mercados internacionais, pela sua qualidade e excelência. O facto de se mostrar como uma indústria cada vez mais inovadora, atenta às tendências e aos novos padrões de consumo, que colocam a sustentabilidade no topo da agenda, certamente irá ajudar no caminho da promoção do setor agroalimentar nacional lá fora.” A responsável acrescenta: “Por outro lado, este prémio é também o reconhecimento do esforço que o setor tem feito no sentido de se aproximar das universidades e dos centros de conhecimento e inovação. Sem dúvida, este estreitamento de relações é a garantia de que o agroalimentar nacional está a preparar o seu futuro.”
Por sua vez, o embaixador deste prémio, João Miranda, chairman da Frulact, declara: “Esta distinção é a prova de que o setor agroalimentar português precisa dos jovens para garantir o seu futuro. É o seu olhar fresco, interessado e detentor de conhecimento científico que prepara as empresas para responderem aos desafios que têm pela frente.”
Inicialmente integrado na grande feira internacional SIAL 2020, que decorreria esta semana em Paris (e, entretanto, adiada para 2022, por força da situação de pandemia), a entrega dos prémios ECOTROPHELIA Europe 2020 decorreu através de uma cerimónia virtual.
A 4ª edição nacional do prémio ECOTROPHELIA contou com o Alto Patrocínio do Presidente da República e teve o apoio da APCER, da Agência Nacional de Inovação, da Câmara Municipal do Porto e do TECMAIA – Parque de Ciência e Tecnologia da Maia.
Destacam-se como parceiros do ECOTROPHELIA Portugal as empresas Cerealis, Grupo Primor, Novarroz, Vieira de Castro, assim como a All The Way Travel, Brandit, Creative Building Solutions, Market Access, Patentree e Sociedade Portuguesa de Inovação.